Quando cuidar da vida sexual se transforma em mais uma tarefa na sua lista de obrigações. Entenda como essa pressão afeta a conexão com o próprio corpo e sua percepção do prazer
Resposta: Caro(a) internauta: quando cuidar da vida sexual entra na lista como mais uma tarefa a cumprir, o autocuidado pode acabar se transformando em cobrança. A consequência disso é a pessoa passar a avaliar se está desejando o suficiente, sentindo prazer ou se dedicando à intimidade, em vez de perceber o que acontece no corpo naquele momento. Essa vigilância tende a afastá-la das próprias sensações: o corpo deixa de ser vivido e passa a ser observado, quase como se houvesse um desempenho a alcançar.
Com isso, o prazer pode perder espontaneidade, e a intimidade, que deveria ser um espaço de encontro, pode ganhar o peso de uma obrigação. Vale ressaltar que, cuidar da sexualidade também é respeitar o próprio ritmo, descansar, conversar sobre o que se deseja e reconhecer que nem sempre estar disponível para o sexo é sinal de problema. De maneira concisa, o cuidado começa justamente quando a pessoa pode se aproximar do corpo sem exigir que ele responda de uma determinada maneira.
Atenção!
Esta resposta não substitui uma consulta ou acompanhamento de uma psicóloga e não se caracteriza como sendo um atendimento.
