Decepção: o problema não é somente o outro, mas sua projeção

“A desilusão acontece quando uma fantasia se rompe. Não é só sobre o outro… é sobre aquilo que a gente construiu internamente.”

Aquilo que não te mata, te fortalece… Nietzsche, ou Kelly Clarkson… vi essa frase na série The Pitt. E fiquei pensando em como nos desiludimos ou nos decepcionamos

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O desencanto aparece quando a gente começa a enxergar o outro como ele realmente é. Sabe quando alguém “perde o brilho”? Pode ser um familiar, uma instituição, um amigo. Muitas vezes, isso acontece porque algo que era nosso… estava PROJETADO ali. Uma qualidade, uma expectativa, uma idealização.

E quando essa projeção volta pra gente, o efeito muda. O outro deixa de ser “especial” — e passa a ser real. Com limites, falhas, incoerências. E isso pode ser desconfortável… mas também é profundamente amadurecedor.

A desilusão acontece quando uma fantasia se rompe. Não é só sobre o outro… é sobre aquilo que a gente construiu internamente. Uma história, uma expectativa, uma imagem idealizada que, em algum momento, serviu pra nos proteger.

Pode vir um vazio, um luto, até uma sensação de incapacidade de lidar com a realidade. Como se a fantasia fosse mais segura do que o mundo real. Quando a fantasia se rompe, abre-se espaço para algo mais vivo. A imaginação deixa de ser fuga… e passa a ser ferramenta. A gente começa a se RELACIONAR com a realidade — não mais substituí-la.

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Decepção faz parte do processo de crescimento  

E sim, decepção dói. Mas faz parte do processo terapêutico.

Essa dor nos ajudam a ajustar quem estamos sendo no mundo.

A projeção não é “errada”. Ela é um mecanismo psíquico que tenta nos proteger da ansiedade, do desconforto, do que ainda não conseguimos sustentar em nós.

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Mas, ao longo do processo terapêutico, a gente vai ganhando estrutura pra olhar pra isso com mais honestidade.

E aí, pouco a pouco, a gente deixa de ver o mundo só através das nossas lentes… e começa a se responsabilizar pelo que é nosso. Por isso aquilo que não me mata, me fortalece.

E talvez a grande pergunta que fica pra você seja: E se essa decepção toda que você está sentindo… não tiver nada a ver com o outro — mas com o que você ainda não quer enxergar em si?

Bárbara Brum, é Astróloga e Taróloga. Formada em Cinema, TV e Mídia Digital e pós-graduada em Marketing Digital. Interpreta os conhecimentos astrológicos e arquetípicos antigos correlacionando-os com o Cinema, cultura pop e fatos do dia a dia como ferramentas de autoconhecimento e empoderamento.