Excesso de amor próprio cria dificuldade para namorar?

por Eduardo Yabusaki

O amor próprio é um aspecto fundamental na vida emocional. Mas nem todas valorizam aquilo que realmente é importante ou desejam para si.

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O amor próprio é um elemento importante para a autoestima.

– Como vou me manifestar, se eu mesma não gostar de mim ou valorizar quem e como sou? Até para ser verdadeira, preciso ter a percepção de todas as minhas virtudes e mostrá-las de forma clara e transparente. Afinal, esta sou eu.

Porém, nessa autovalorização é preciso certo cuidado para que essas características virtuosas não predominem o tempo todo, pois todos têm defeitos e falhas também.

Se ficar valorizando apenas as coisas boas, corre-se o risco de se achar ‘privilegiada’ ou diferenciada em relação às outras pessoas, distanciando-se ou mesmo discriminando aqueles que enxerga como não tão ‘brilhantes’.

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O excesso de amor próprio não é o problema, mas sim as distorções produzidas naquela que passa a se ver como única, perfeita, excepcional, colocando-se num pedestal inatingível. O que não é verdade. Pode-se ser muito boa, mas existem muitos outras como nós ou melhores.

O amor próprio deve ser estimulado e cultivado nas pessoas de forma que elas se sintam bem e que possam realmente viver qualquer situação em sua plena potencialidade. Se for num relacionamento, que ela possa se mostrar de forma mais autêntica e poderosa sim, porém sem que isso seja intimidador ou ofensivo.

A mulher pode ser autêntica, inteligente, independente, mas pode ser também amável, simpática, romântica e afetuosa. Seu amor próprio deve servir para aproximá-las de outros que possam compartilhar de suas virtudes. A expressão do amor próprio não deve ter um tom de arrogância ou prepotência, pois isso só afasta os que desejam namorá-la.

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O amor próprio em excesso não é um problema, desde que a pessoa consiga conviver bem com sua autoestima e com os que a cercam, sem exageros em suas atitudes.

O equilíbrio é a palavra-chave. Não permita que o excesso de amor próprio suba à cabeça, isso traz hostilidade e rejeição.

Ame-se muito e mostre isso ao mundo, mas abra-se também para amar e ser amada, sem medos e reservas.

Eduardo Yabusaki - Psicólogo e Sexólogo Especializado em Terapia Comportamental Cognitiva, Terapia de Casal e Terapia Sexual. Coordenador do Curso de Sexologia Clínica ministrado em diferentes cidades há mais de 15 anos. Docente convidado do Curso de Fromação em Sexologia Clínica de BH. Responsável pelo www.vidadecasalbh.com.br