Por que o transtorno de pânico é cada vez mais frequente?

Por Karina Simões

Um medo excessivo, com sensações físicas e psicológicas extremas, tais como: taquicardia, sensação de morte, tristeza profunda e um medo paralisante muitas vezes. Esse quadro é mais comum do que se pensa. As crises de pânico têm tomado conta das salas de espera dos consultórios psicológicos e psiquiátricos no Brasil inteiro. Nunca se ouviu falar tanto em crises de ansiedade e pânico como hoje.

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O mundo, com a sua modernidade atual, tem acelerado o acometimento de sintomas como esses de transtornos de ansiedade. No caso do transtorno de pânico, o paciente tem crises de ansiedade aguda e um medo de morte intenso. A sensação é de que vai perder o controle e de que pode estar tendo um ataque cardíaco. Dessa forma, muitos chegam aos serviços de emergência dos hospitais alegando tal ataque. Esses sintomas levam a pessoa ao desespero, impedindo, muitas vezes, de levar a vida adiante, tornando-se incapacitante.
 
Personalidades como o Padre Fábio de Melo, no ano passado, assumiu ter sido diagnosticado com o transtorno de pânico.  Isso tem facilitado toda a psicoeducação, que precisa ser feita na sociedade para acabarmos com o preconceito que existe com os cuidados diante da saúde mental.

Não há uma causa específica para que o pânico aconteça. É um somatório de vários fatores genéticos, psíquicos e sociais. Alguns fatores são recorrentes em pessoas que desenvolvem o pânico: ter pessoas na família que já tiveram crises, uso de drogas, casos de abusos na infância, estresse excessivo e traumas vividos. Mas ainda é uma incógnita a certeza de todos esses fatores e, por isso, os estudos persistem sobre o tema.

Entenda as reações do corpo durante uma crise de pânico e saiba identificá-la:

1. Sintomas emocionais e cognitivos: medos generalizados, pensamentos negativos, preocupação em excesso, dificuldade de decidir, concentração prejudicada.

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2. Sintomas fisiológicos: palpitações, taquicardia, sudorese, falta de ar, fôlego curto, dor abdominal, tontura, visão turva, tensão muscular.

3. Sintomas comportamentais: inquietação, agitação psicomotora, insônia, esquiva de situações.

Se você se identificou com os sintomas ou conhece alguém que se sinta assim, procure ajuda o mais rápido. O pânico tem tratamento, e você pode ter sua qualidade de vida de volta, reaprendendo a viver e ressignificando os aspectos negativos vividos nas crises.

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Saber cuidar da saúde mental como se cuida de outras áreas da vida é o grande segredo para se ter uma vida com longevidade e felicidade. A alegria do nosso sorriso está estampada na forma que exalamos a verdade que existe dentro de nós. Dê seu melhor sorriso e corra para cuidar de sua saúde interior!

Psicóloga Clínica Cognitivo-Comportamental; Mestre em Psicologia Clínica e da Saúde - UFP - Universidade Fernando Pessoa em Portugal. Defendeu a sua dissertação com excelência e nota máxima sobre: “A interferência das redes sociais nos relacionamentos”. Especialista em Psicologia da Saúde, Desenvolvimento e Hospitalização – UFRN; Especialista pela Faculdade de Medicina do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP – SP. Foi professora da Pós-graduação em Psicologia – Terapia Cognitivo-Comportamental (Unipê). Há 20 anos atendendo na clínica a adolescentes, adultos, casais e famílias. Membro da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas - FBTC. Mantém o Blog próprio desde 2008. Mais informações: www.karinasimoes.com.br. Atendimentos com consultas presenciais ou online