Por que qualidades que você idealiza no outro estão em você   

No entanto, somos inteiros, separados e únicos.
Se digo sim para outro, eu digo não para mim. Então, qual é a saída?   
 

Na astrologia, o Ascendente é o ponto de autoconsciência, o olhar para quem somos. Já o Descendente, que abre a 7ª Casa, é o ponto de consciência dos outros — aquilo que vivemos nos relacionamentos.

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Tradicionalmente, a 7ª Casa é chamada de “a casa do casamento”… mas também de “a casa dos inimigos declarados”. Parece contraditório, né? Mas faz sentido: é o espaço das relações de compromisso — amorosas, profissionais, ou qualquer vínculo onde duas pessoas se unem com propósito, buscando segurança, estabilidade e até a cura da solidão.

Os signos e planetas que caem nessa Casa falam muito sobre o tipo de parceiro pelo qual nos sentimos atraídos e até sobre as condições do relacionamento. Mas existe algo ainda mais profundo aí.

Segundo Liz Greene, a 7ª Casa representa qualidades que “pertencem ao indivíduo, mas são inconscientes” e que tentamos vivenciar “através de um companheiro ou através dos tipos de experiências que o relacionamento nos traz”. Ou seja: aquilo que não reconhecemos em nós, acabamos atraindo no outro.

É por isso que muitas vezes idealizamos demais. Colocamos no parceiro a responsabilidade de nos trazer o que ainda não conseguimos enxergar dentro de nós. O risco? Ficamos só meia pessoa, dependentes de alguém para nos sentirmos inteiros.

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Um exemplo: quem tem Marte na 7ª Casa pode atrair parceiros fortes, dominantes, que tomam decisões. No começo, isso pode parecer confortável. Mas com o tempo, surge o incômodo… e é nesse momento que a vida nos empurra para descobrir esse mesmo Marte dentro de nós — nossa própria força, iniciativa e poder pessoal.

Rumo ao equilíbrio, flua no caminho do meio   

Essa Casa, naturalmente ligada a Libra e Vênus, nos ensina a equilibrar duas forças: quanto eu me afirmo (1ª Casa) e quanto eu coopero (7ª Casa). Se cedo demais, perco minha identidade. Se me fecho demais, não deixo espaço para o outro existir.

No fim das contas, fica a reflexão que o Rabbi Hillel deixou séculos atrás, mas ainda ecoa hoje:
✨“Se eu não sou por mim, quem vai ser? E, se eu sou só por mim, o que sou eu?” ✨ E você? Já percebeu quais qualidades você vive idealizando no outro… mas que, no fundo, também existem em você?

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Bárbara Brum, é Astróloga e Taróloga. Formada em Cinema, TV e Mídia Digital e pós-graduada em Marketing Digital. Interpreta os conhecimentos astrológicos e arquetípicos antigos correlacionando-os com o Cinema, cultura pop e fatos do dia a dia como ferramentas de autoconhecimento e empoderamento.