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Meu marido tem ciúme doentio. O que fazer?

Eduardo Yabusaki 14/08/2017 PSICOLOGIA
Meu marido tem ciúme doentio. O que fazer?
Fonte: Google Imagens
Ciúme é o mais natural dos sentimentos, o problema é quando se torna patológico

por Eduardo Yabusaki

Depoimento de uma leitora  

“Ele desconfia de tudo e de todos e implica com meu cabelo, minhas roupas, até com minha calcinha. Não saio mais de casa, a não ser com ele. Nem na casa da minha mãe eu vou. Tem solução?”

O sentimento mais natural e inerente aos relacionamentos, o ciúme, sempre tão contestado e mal visto, pode se tornar terror e pesadelo de muitos relacionamentos. O que fazer quando ele deixa de ser um sentimento normal e passa a ser doentio ou prejudicial ao relacionamento, ou mesmo ao próprio ciumento?

Esse sentimento que está presente, se não em todos, em boa parte dos relacionamentos. Ele existir ou não, nada tem de negativo ou positivo, ou seja, o sentimento é fato. A grande questão é como ele irá se manifestar e como o par irá lidar com sua ocorrência.

Não dá para entrarmos na discussão ter ou não, pois corremos outro risco, se tem é problema, se não tem também pode ser problema. Enfim, depende dos envolvidos nos relacionamento, pois representará um sem-número de circunstâncias que fica impossível afirmar se é bom ou não.

Quero aqui me ater à importância de como cada casal entende o ciúme enquanto relacionamento e como cada um pensa a respeito desse sentimento.

Usarei aqui o exemplo de nossa leitora que escreveu e que não iremos identificá-la aqui

Ela ressalta três pontos importantes:

1. Manifestação de desconfiança

A confiança é fundamental para qualquer pessoa em todo relacionamento, pois a relação depende de confiança para se estabelecer e se manter.

2. Manifestação de indiferenciação

Trata-se do ciúme infundado sem que haja um motivo ou contrapartida da pessoa geradora do ciúme, demonstrando assim insegurança e falta de autoconfiança
.
3. O ciúme que gera cerceamento no comportamento do parceiro

É impensável qualquer tipo de limitação estabelecida por uma pessoa à outra.

Estas manifestações descritas pela leitora é a antítese do que pensamos sobre um relacionamento que seja saudável e bom.

A propósito, o parceiro da leitora precisa de psicoterapia. Seu ciúme transcende o que possa ser bom ou saudável para ele mesmo e isso depende de uma reorganização e reestruturação emocional e, portanto, exige ajuda profissional.

Mas falando agora de modo geral, qualquer manifestação de ciúme precisa ser, muito bem avaliada. Negar o ciúme, ou seja, achar que ele não deve existir ou que ele seja só negativo para um relacionamento, não é um bom caminho para lidar com ele no relacionamento.

Não tema o ciúme

É importante que reconheçamos que ele existe e que, devidamente identificado e vivido, pode, inclusive, se não for doentio, ser agradável e afetuoso. Portanto, não tema o ciúme, saiba vivê-lo e torne-o um aliado sadio.

Os sentimentos fazem parte de nós seres humanos, e mesmo estes, que parecem ser nocivos ao relacionamento só farão mal, se não forem devidamente encaminhados.

Afinal, todos temos nossas fraquezas e precisamos ser fortes e sábios para enfrentá-las e superá-las.

Quando o ciúme se torna um problema  

Não permitam que tais sentimentos interfiram a ponto de tornar a convivência sofrida ou insuportável, encarem e enfrentem tais sentimentos para que não virem obstáculos.

Atenção!
Este texto não substitui uma consulta ou acompanhamento de um psicólogo e não se caracteriza como sendo um atendimento.




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    meu, marido, namorado, ciúme, doentio

Eduardo Yabusaki

Eduardo Yabusaki - Psicólogo e Sexólogo Especializado em Terapia Comportamental Cognitiva, Terapia de Casal e Terapia Sexual. Coordenador do Curso de Sexologia Clínica ministrado em diferentes cidades há mais de 15 anos. Docente convidado do Curso de Fromação em Sexologia Clínica de BH. Responsável pelo www.vidadecasalbh.com.br



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