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Comportamento

Amor

Por que amar exige preparo

Aprenda a aceitar a inteireza do seu próprio Eu

18 jul, 2019

Por Patrícia Gebrim

Amar AQUILO QUE É BELO em nós, é fácil. Amar a beleza do outro, também. Mas AMAR tudo, apesar da feiura, da imperfeição, da escuridão... Ah, isso é coisa para gente grande. É preciso maturidade espiritual:

- para amarmos a nós mesmos, mesmo nos sentindo ainda falhos, cheios de arestas a serem aparadas,
- para olhar para nossos medos,
- para enxergar a parte em nós que insiste em discretamente sabotar alguém, caluniar, falar mal,
- para olhar para nossa criança mimada e exigente, para nossa carência, para as maldades que ainda fluem através de nós.

É preciso imensa coragem para olhar para tudo isso, que faz parte da nossa humanidade, enxergar aquela parte escura nos mínimos detalhes, e ser capaz de abraçar aquilo, trazer para perto do coração, e sussurrar baixinho:

"EU TE PERDOO".

Isso é muito poderoso!

Só quando fazemos isso, quando aprendemos a aceitar a inteireza de nosso próprio Eu, é que aprendemos o significado da palavra COMPAIXÃO. Então conseguimos fazer isso também com os outros. Aceitar cada pessoa dentro do que aquela pessoa pode ser. Compreender que nossos familiares e amigos são IMPERFEITOS, como nós. Aceitar que agirão de forma não amorosa vez ou outra, e serão egoístas, autocentrados, invejosos... (Como nós!).

Se você conseguir enxergar com clareza a escuridão das pessoas com quem convive, SEM DEIXAR DE AMÁ-LAS, saiba que já caminhou muito em sua jornada espiritual. Pode ser que tenha que se afastar de alguns, para preservar a si mesmo, mas isso não implica tirar essas pessoas de seu coração, entende?

Sim, você sentirá certa dor.

Isso ajudará você a perceber as partes SUAS que precisam ser curadas. Ajudará você a identificar os pontos onde você ainda está grudado a seu ego. Use isso! Identifique e solte.

Com o tempo você já nem sentirá a dor da decepção, ou a raiva, ou tristeza. Saberá que essa dor é uma ILUSÃO, criada por suas EXPECTATIVAS, afinal somos todos seres espirituais aprendendo a viver na matéria.

Tudo neste planeta é apenas um teatro de proporções cósmicas.

Quer saber?

Quando descobrimos isso, compramos um pote de pipoca e passamos a nos divertir.

"Have fun!" (Divirta-se!)


É Psicóloga Clínica, atua numa abordagem transpessoal. Seu trabalho é direcionado a favorecer o autoconhecimento e a transformação das crenças limitadoras que nos mantêm aprisionados a padrões repetitivos de escolhas. É escritora, publicou 'Gente que mora dentro da gente' e o best-seller 'Palavra de Criança' pela editora Pensamento

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