Processo de luto: qual o sentido dele para nossa vida?

Processo de luto: quando o sofrimento encontra um significado de existir, a dor passa a ter sentido

“Extremely Loud and Incredibly Close” ou “Extremamente Alto e Incrivelmente Perto.” É a tradução de um filme americano de 2011, dirigido por Stephen Daldry, que indico para quem quer compreender o processo de luto e as diferenças das suas peculiaridades.

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Esse drama nos ensina sobre o luto, culpa, dor e sobre as diferenças de cada um nós. Ensina-nos sobre dar um sentido para as nossas dores.

Processo de luto

Um garotinho de apenas nove anos percorre um caminho de sua dor pela perda de seu pai, que morreu na tragédia de 11 de setembro das “Torres Gêmeas”. O pai era a sua figura de apego mais segura, até então, para ele. E nesse trajeto de processamento do seu luto, ele vai encontrando pessoas e possibilidades de organizar o seu luto e de reparentalizar as suas dores.

A possibilidade da reparentalização e da ressignificação da figura da mãe é linda de se apreciar e dá para sentir a emoção dos dois. Meus olhos se encheram de lágrimas. Quando ele percebe que não tinha uma mãe ausente, e sim uma mãe que também cuidava e tentava sempre falar a sua linguagem, mas ele não percebia antes.

A figura de apego seguro se instala ali novamente, e o garotinho se sente amado e compreendido pela mãe. Fantástico o filme. Cheio de sensibilidade e emoção. Cheio de gatilhos para cada um de nós. Afinal, quem nunca passou por perdas, lutos e dores?! Quem nunca?

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Entendemos claramente que quando o sofrimento encontra um significado de existir, a dor passa a ter sentido. É sobre isso.

Psicóloga Clínica Cognitivo-Comportamental; Mestre em Psicologia Clínica e da Saúde - UFP - Universidade Fernando Pessoa em Portugal. Defendeu a sua dissertação com excelência e nota máxima sobre: “A interferência das redes sociais nos relacionamentos”. Especialista em Psicologia da Saúde, Desenvolvimento e Hospitalização – UFRN; Especialista pela Faculdade de Medicina do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP – SP. Foi professora da Pós-graduação em Psicologia – Terapia Cognitivo-Comportamental (Unipê). Há 20 anos atendendo na clínica a adolescentes, adultos, casais e famílias. Membro da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas - FBTC. Mantém o Blog próprio desde 2008. Mais informações: www.karinasimoes.com.br. Atendimentos com consultas presenciais ou online