Provavelmente, o bullying vem desde a pré-história

por Marta Relvas

O bullying é um problema mundial de imaturidade neurológica, psicológica, social e provavelmente deve acompanhar o ser humano desde a pré-história.

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Atenção, pais, educadores e professores!

A violência começa na mente…

Brincadeiras saudáveis ocorrem de forma natural e espontânea entre colegas, promovendo muitas risadas, apelidos, aparentemente sem problemas. No entanto, quando as "brincadeiras" são realizadas de forma agressiva, repetitiva e intencional contra um ou mais colegas, promovendo um sentimento de humilhação, essa situação é denominada de bullying. Apenas alguns se divertem à custa de outros que sofrem.

Existem diversas formas de bullying: verbal, físico, psicológico, moral, sexual, virtual (cyberbullying).

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Um cérebro diferente, assim é considerado o indivíduo que pratica as agressões. As hipóteses são muitas, mas uma coisa é certa: a agressividade é um instinto inato ao ser humano e tem uma relação bastante estreita com o amor, ou seja, está impresso no DNA das células dos animais para defesa e delimitação de territórios.

Estudos da Neurobiologia Comportamental do bullying apontam que seja possível que alguns indivíduos facilmente irritáveis e programados pela ira possuam uma carência do neurotransmissor denominado serotonina, esse em baixa provoca no indivíduo uma instabilidade emocional, insatisfação geral e um comportamento agressivo e ou impulsivo.

Escolas que afirmam não ter bullying podem ter grande probabilidade de que isso aconteça. Muitas vezes preferem esconder que o bullying acontece, por motivos nem sempre divulgados.

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Cinco dicas antibullying

1ª) Bullying – não é brincadeira!

2ª) Implantar políticas antibullying nas escolas, envolvendo professores, funcionários, estudantes e os pais. Ou seja, manter o diálogo sempre. O quadro de informações pode ser um dos melhores recursos para se promover e monitorar essas discussões. Eleger grupos (alunos e professores) que possam colaborar com esse movimento/atividade.

3ª) Pais precisam conversar e escutar mais os seus filhos sobre o assunto.

4º) Observe! Preste atenção! Seu filho (a) pode estar sofrendo bullying.

5ª) Informar, sensibilizar, conscientizar e mobilizar atitudes contra o bullying. Exemplo: manter o respeito e as relações éticas entre professor e aluno – e vice-versa -, e entre os colegas. Se por acaso o professor ou algum colega da classe perceber que está sendo vítima ou que alguém está passando por humilhações e vexames, comunique o mais rápido possível ao responsável da escola, e esse deverá tomar as devidas providências.

Bióloga; Doutora e Mestre em Psicanálise; Neuroanatomista; Neurofisiologista; Psicopedagoga e Especialista em Bioética; Tem certificação no programa internacional em Reggio Emília Study Abroad Program na Itália; Title of People Expression Special category Best Practices in Education Neurosciences and childhood and adolescence learning of Erasmus+ University – Europe – Portugal; Membro Efetiva da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento; Membro da Associação Brasileira de Psicopedagogia Rio de Janeiro; Autora de livros e DVDs sobre Neurociência e Educação – Transtornos da Aprendizagem publicados pela Editora WAK e Editora Qualconsoante de Portugal; Atua ainda como Professora Universitária na Universidade AVM Educacional / Cândido Mendes, nos cursos de pós graduação em Psicopedagogia, Psicomotricidade, Neurociência Pedagógica, e na formação Docente; Professora na Universidade Estácio de Sá no Rio de Janeiro nos cursos das áreas: saúde, licenciatura; Professora Mentora do curso de Neurociência e Educação CBI OF Miami. Professora, pesquisadora convidada no curso de pós graduação de Neurociência do IPUB/ UFRJ. Coordenadora do Programa de Pós graduação de Neurociência Pedagógica na Universidade Candido Mendes/ AVM Educacional. Palestrante no Brasil e no exterior.