Quem é mais bem resolvida: a romântica ou a racional?

por Karina Simões

No início dos relacionamentos é fácil ser romântica como também estar receptiva às atitudes gentis do parceiro.

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Mas com o passar do tempo, nossa mente parece precisar de lembretes diários. Começa assim uma crise existencial e um dilema: Vale a pena ser romântica? Ou devo ser racional e assim “sofrer” menos?

Fazer uma opção entre ser romântica ou racional sempre acarretará em ônus e bônus. Achar a zona de equilíbrio entre essas duas opções é a chave de ouro para a mulher e para o bom relacionamento. Nem tão romântica e nem tão racional… É possível com sabedoria e treino alcançarmos esse patamar emocional. Ser romântica em excesso nos aprisiona numa zona de desconforto de não ter um olhar equilibrado sobre o relacionamento e superestimá-lo: isso abre espaço para desilusões com o parceiro. Ser racional demais nos deixa refém da rigidez no sentido de reprimir sentimentos de afeto que trariam mais plenitude à relação.

Essas questões espelham a difícil arte de expor o romantismo e de senti-lo também. Mas quando falo em romance, não me reporto a culpar ou responsabilizar apenas a mulher. Romance é um empenho mútuo. Ambos têm que embarcar na mesma jornada para que o clima favoreça e volte a acontecer na relação.

Seis lembretes para ser romântica no dia a dia:

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1ª) Procure três fotos românticas de vocês e exponha pela casa. Isso ajudará a estimular na memória lembranças positivas vividas a dois. Não tem? Propicie isso a vocês já!

2ª) Tome atitude: marque uma data prepare uma noite romântica, um jantar à luz de velas e compre um bom vinho.

) Faça algo simples durante o dia: surpreenda com um comportamento diferente: um bilhete na cama ou no espelho do quarto ou SMS romântico, por exemplo.

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4ª) Adquira hábitos conjugais exclusivos de vocês. Já atendi casais que tinham o hábito de colocar a pasta de dentes na escova do outro.

5ª) Planeje uma aventura romântica com seu parceiro. Algo que faziam quando namorados por exemplo.

6ª) Pare de competir com o parceiro. Casais que competem o tempo inteiro têm um mau prognóstico.

Todos os dias, temos oportunidades de realizar pequenos atos de romantismo e trazê-los de volta à nossa vida.

Digo “trazê-los de volta”, pois muitas mulheres, na sua tripla jornada de trabalho, e com o seu perfil de “bem resolvida”, clamam pelo romantismo e muitas vezes “choram” por não tê-lo.

Psicóloga Clínica Cognitivo-Comportamental; Mestre em Psicologia Clínica e da Saúde - UFP - Universidade Fernando Pessoa em Portugal. Defendeu a sua dissertação com excelência e nota máxima sobre: “A interferência das redes sociais nos relacionamentos”. Especialista em Psicologia da Saúde, Desenvolvimento e Hospitalização – UFRN; Especialista pela Faculdade de Medicina do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP – SP. Foi professora da Pós-graduação em Psicologia – Terapia Cognitivo-Comportamental (Unipê). Há 20 anos atendendo na clínica a adolescentes, adultos, casais e famílias. Membro da Federação Brasileira de Terapias Cognitivas - FBTC. Mantém o Blog próprio desde 2008. Mais informações: www.karinasimoes.com.br. Atendimentos com consultas presenciais ou online