Ser a ‘marmita de casal’: será que vale a pena?

“Fui convidada para ser a marmita de um casal de amigos, um casal estável, ou seja, quem topa fazer sexo numa ocasião esporádica para realizar esse desejo deles… Eu fiquei muito tentada… mas o que pode advir de uma situação como essa? Estou brincando com fogo? Devo pensar melhor? Algum tipo de combinado antes pode ajudar? Se puder me dar algum tipo de orientação ficarei superagradecida!”     

Resposta: Cara leitora: a tônica da questão que você nos coloca reside majoritariamente em você se sentir confortável e segura para participar de uma relação a três (ou ménage como também é conhecida).

No que tange a experiência sexual compartilhada com um casal amigo isso tanto pode fortalecer como afetar negativamente a amizade. Por isso, a decisão deve ser bem refletida e consensual. Seja para declinar do convite de forma amigável ou para aceitar participar do ménage.

No entanto, caso decida seguir em frente, a comunicação é fundamental e deve abordar os desejos e os limites entre os envolvidos, assim como, as expectativas de cada um sobre o antes, o durante e o depois dessa experiência.

Questões sobre a discrição, principalmente em relação a ambientes sociais comuns também devem ser tratadas. Certifique-se, ainda, de que há acordo sobre o sexo seguro e sem coerção, com compromisso, consentimento, respeito mútuo e confiança para que essa experiência possa proporcionar satisfação sexual, intimidade e manutenção do vínculo de amizade. Afinal, acordos devem ser muito bem estabelecidos antes de qualquer ação conjunta na intimidade.

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Atenção!
Esta resposta não substitui uma consulta ou acompanhamento de uma psicóloga e não se caracteriza como sendo um atendimento.

É Psicóloga Clínica, Terapeuta Sexual e de Casais no Instituto H.Ellis-SP; psicóloga no Ambulatório da Unidade de Medicina Sexual da Disciplina de Urologia da FMABC; Doutora em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; epecialista em Sexualidade pela Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana – SBRASH; autora do livro “Mulher: produto com data de validade” (ED. O Nome da Rosa) Mais informações: www.instituto-h-ellis.com.br