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Carícias: a origem da autoestima

Ana Lúcia Paiga 27/09/2018 PSICOLOGIA
Carícias: a origem da autoestima
Fonte: imagem Pixabay
O conceito de carícia é bem mais amplo e profundo do que você imagina, saiba por quê

Por Ana Lúcia Paiga

Uma das ferramentas da Análise Transacional são as Caricias.

Erick Berne (saiba mais) define carícia como o “reconhecimento da existência do outro”.

Podem ser verbais, físicas, positivas ou negativas; condicionais ou incondicionais.

Alguns exemplos:

- Eu gosto de você porque você é um menino obediente. (verbal, positiva, condicional)

- Toda vez que a criança fala um palavrão, ela apanha da mãe. (física, negativa, condicional)

- Não tem jeito. Você nunca vai fazer nada direito. (verbal, negativa, incondicional)

- Confie em você. Você pode conquistar o que desejar. (verbal, positiva, incondicional)

Dependendo do tipo de carícia(s) que recebemos na infância, vamos definindo nossas crenças a respeito de quem somos. Passamos a dar e receber o mesmo tipo de carícia(s), pois é isto que conhecemos.

Somos aquilo que acreditamos ser, e acreditamos no que nossos pais - nossos deuses - nos disseram repetidas vezes. Em geral o fizeram querendo nos ajudar, mas nem sempre conseguiram.

Por outro lado, já ouvi mãe berrar para a filha, que “nunca quis que ela nascesse”, que não queria ter filhos...

A  auto estima se forma a partir das carícias que recebemos e significa o “quanto eu gosto de mim”.

João pai de Rogério (textos anteriores), vivia dizendo que ele não fazia nada direito, comparava-o com seus colegas, primos, filhos de seus amigos, todos sempre eram mais espertos, inteligentes e bem-sucedidos.

Dessa forma Rogério desenvolveu uma baixa autoestima:

 - Se meu pai não gosta do que eu sou, eu também não gosto.

- Não sou capaz, todos são melhores do que eu.

Para mudar essa crença, é preciso reconstruir o lado parental interno substituindo as antigas carícias negativas, por afirmações positivas, pelo reconhecimento de si mesmo, fortalecendo seu amor-próprio e desenvolvendo uma boa autoestima.

Percebe o poder de um Elogio, ou de uma Crítica?...

Qual o tipo de carícia(s) que você dá ou recebe? (para si mesmo e para os outros)

Comece fazendo uma lista de tudo o que gosta em você. Apodere-se de suas qualidades.

SIM, elas existem!

Em seguida faça outra lista, das coisas que quer mudar em si e trace um Plano de Ação:

O quê?     Como?     Quando?

Cada um de nós é um Ser único e especial. Deixe brilhar sua Luz!




TAGS :

    psicologia, autoconhecimento, autoestima

Ana Lúcia Paiga

Faz psicoterapia para adolescentes, adultos e casais. Leciona Curso Básico de Análise Transacional (duração de 12 horas). Coaching (life-coaching e equipes. Realiza supervisão de profissionais ligados à educação (Lar Sírio Pró Infância). Faz palestras diversas sobre temas de autoconhecimento. Criação e Condução de workshops de desenvolvimento. Preparo e Acompanhamento de grupos à Comunidade de Findhorn. “Acredito que a melhor maneira de evoluir é compartilhar experiências.”



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