Estou estagnado e desesperado: o que eu faço?

É comum, em certas personalidades, as pessoas acreditarem que a sua autoestima está vinculada ao papel que elas têm como pertencentes a uma organização. Saiba como lidar com essa relação entre autoestima, desempenho no trabalho e saúde mental.

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“Tenho 27 anos, faço parte da geração Millenials (23 a 38 anos) e trabalho em uma empresa de consultoria de TI e de desenvolvimento web. Trabalho muitas horas, meu salário está estagnado e sinto depressão, angústia, estresse financeiro e solidão. O que a senhora me aconselha?”

Resposta: A primeira pergunta que lhe faço é: você está se valorizando apenas por quem é como colaborador? Somente pelo papel que desempenha na empresa, vida profissional e pela produtividade?

Veja, é comum, em algumas personalidades, as pessoas acreditarem que a sua autoestima está vinculada ao papel que elas têm como pertencentes a uma organização. Quando isso falha, elas acreditam que também falharam como pessoas!

Somos muito mais do que produzir, performar e gerar resultados. Focando apenas nisso acabamos diminuindo nossas qualidades e quem somos como indivíduos, deixando de lado outras áreas da vida e colocando o sucesso como diretamente ligado apenas ao quanto ganhamos, somos importantes, reconhecidos ou sobre quanto produzimos. E pior, nos comparamos aos demais!

A verdade é que, independentemente do cenário em que estamos inseridos, somos indivíduos com grandes habilidades e devemos levá-las em conta, dando a elas a importância que devem ter. Não conhecemos pessoas que estiveram em cenários dantescos, mas que permaneceram fortes, ainda que em meio às situações mais adversas? E, certamente, se fizermos uma análise mais profunda, perceberemos que um dos motivos é que elas não se deixavam definir pela situação, mas pelo valor que sabiam que tinham, independentemente das circunstâncias externas. Elas sabiam que aquilo ia passar e não eram definidas pelo momento.

Quais são as alternativas para mudar de cenário?

Você pode buscar recolocação em uma empresa que valorize mais (que você receba, mais, portanto, pelo seu trabalho), ser empreendedor e fazer o seu próprio cronograma, conversar com amigos que estão na mesma ou ainda em diferente situação e analisar alternativas? Muitas empresas começaram assim, da insatisfação de uma equipe com o cenário em que viviam. E muitas prosperaram abundantemente.

Ademais, quais são os motivos pelos quais você permanece em uma organização que tem te trazido tantas tristezas? Veja, a sua área é bastante valorizada, não falta vaga e tem crescido muito. Quais competências técnicas e comportamentais você percebe que as empresas têm pedido e que te fariam migrar para uma outra oportunidade? Como pode fazer para começar a desenvolver pelo menos algumas delas, ainda hoje?

O que você tem deixado de lado que deveria estar sendo valorizado para que pudesse sair desse cenário? E, por mais louca que pareça a minha pergunta: quais são os ganhos que você tem permanecendo na empresa atual? Às vezes ficamos em uma situação, mesmo que sobrecarregados, pois, temos algum tipo de ganho com ela. Sabe aquela tia que vive doente, pois, assim recebe a atenção de toda a família? Qual a vantagem que ela tem em se curar? Quais os ganhos que tem permanecendo infinitamente doente? Aparentemente, manter-se doente vale mais para ela…

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Saúde mental deve ser levada em conta!

Por outro lado, como Psicóloga, preciso dizer que deve buscar ajuda, tanto psicológica, quanto psiquiátrica. Desmistifique o fato de que só os fracos buscam ajuda e marque com um Psiquiatra, dividindo com ele a situação. Afinal, a Síndrome de Burnout (leia meu artigo sobre o tema, por gentileza e tantas outras são reais e afetam milhares de pessoas.

Não podemos negligenciar a nossa saúde mental, de maneira alguma. Comece a perceber a qualidade do seu sono, alimentação e como tem se sentido no dia a dia. Tristeza permanente não deve ser encarada como uma bobagem. Talvez, aprofundando os cuidados com você, consiga enxergar a situação com mais clareza e perceber cenários de mudança. Zelando por você primeiro, é bastante provável que comece a ver a sua condição de maneira mais objetiva e as soluções com mais facilidade.

Quando estamos imersos em uma situação ruim, é comum não enxergarmos alternativas e nos deixarmos levar, vivendo no ponto morto, sem acreditar na mudança. Vamos sendo consumidos pela rotina acreditando que não há nada além daquela realidade. Na verdade, isso é bastante ilusório, pois, normalmente, temos muitos mais caminhos do que imaginamos.

Procure apoio!

E por que não buscar a ajuda de um Consultor de Carreira ou Coach para te apoiar na definição de um plano de ação? Muitos clientes me procuram na sua situação e, após o nosso trabalho juntos, conseguem mudar significativamente a sua história, estando mais felizes e realizados, pois, descobriram não apenas os seus valores, mas, os seus motivadores, o que permite que alcancem o que desejam e o mais importante, como fazer isso, de forma assertiva e planejada.

Veja, ficar estacionado não lhe trará nenhuma mudança. Como você gostaria de estar em 5 anos? Para ver uma alteração dessa situação, você precisa começar a agir hoje, pedindo ajuda para diferentes profissionais que possam contribuir para a sua evolução.

Certamente, você tem competências e habilidades que nem mesmo conhece e, com um cuidado mais próximo com você mesmo, poderá começar a visualizar oportunidades.

Depois me conta, por favor!

Sucesso!

Atenção!
Esta resposta (texto) não substitui uma consulta ou acompanhamento de uma psicóloga e não se caracteriza como sendo um atendimento.

Psicóloga Clínica, Especialista em Desenvolvimento Humano, RH, Carreira, Liderança, Executive & Life Coaching CRP: 06/74914 https://www.lucianevecchioconsultora.com.br